Como um Amor Virtual pode Ser Tão BOM ?

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Amor virtual bem real

Amor virtual bem real
A história da engenheira Heleny Galati pode se confundir com a de muitas mulheres que perderem a autoestima em algum ponto da vida e não veem razão para tentar reencontrá-la. A diferença é que, no caminho dela, um amor virtual recuperou tudo aquilo que ela já pensava perdido.

Heleny contou a relação virtual que manteve com um jovem indiano no livro “Asif – Perdão” (NewBook 2010). Mas muito mais do que provar que as relações virtuais podem ser sinceras, o que ela tenta é mostrar que independente da materialidade, cada um precisa mesmo estar bem consigo antes de projetar no próximo qualquer ideal de felicidade.

Em julho de 2009, quando Asif a adicionou no MSN, ela não fazia ideia do quanto a relação dos dois ia mudar sua vida. Depois de pouco mais de um mês de conversas amenas, sobre cultura e vida em geral, o papo esquentou e o sentimento aflorou. Os dois passaram a conversar sobre tudo – e se ajudar. De repente, tudo que Heleny fazia tinha alguma relação com Asif, mesmo ela estando em São Paulo e ele lá em Nova Délhi. “Só não morávamos no mesmo espaço. Nosso companheirismo ia muito além de uma amizade comum”, lembra. “Existia em comum o desejo de descobrir coisas novas. Sentimentos e relações diferentes das que tínhamos”. Detalhe: Heleny era mais de 20 anos mais velha que Asif. E casada.

A relação (extra)conjugal via rede durou 6 meses e os dois nunca se encontraram pessoalmente. Ela até quis, mas ele evitou. Em fevereiro desse ano, Asif, que é muçulmano, se casou com a esposa prometida. E Heleny está agora recuperando um casamento de mais de 20 anos que achava perdido.

“Eu estava no fundo do poço quando conheci o Asif. Tentei suicídio duas vezes, meu casamento havia acabado e eu não conseguia descobrir o porquê de tanta tristeza”, conta. Na época, esse “namorado” virtual apareceu para questionar e, mais do que isso, aceitar Heleny como ela era.

-“Eu me achava feia,velha,fora de forma.A auto-estima era zero e até tentei tirar a própria vida,mas o amor virtual salvou a mim e ao meu casamento.”

Todos os dias Asif a acordava com um bom dia e perguntava como ela se sentia. A diferença de fuso horário (oito horas e meia) favorecia e a webcam permitia mais do que simples trocas de palavras escritas. “Pouco a pouco esse carinho, respeito e, acima de tudo, incentivo, fizeram com que eu olhasse no espelho e visse outra pessoa”, lembra.

“E eu me enamorei por mim. Comecei a me perdoar pela inércia, por ter me deixado abater pela opinião dos outros. Superei, acima de tudo, os complexos e medos. Enfim, passei a ser eu novamente”.
Durante o tempo que durou essa relação virtual, Heleny perdeu 23 quilos e mudou tanto que as pessoas passaram a reconhecer nas atitudes – e na aparência – como ela estava bem. E hoje, a escritora atribui à história que manteve virtualmente muito dessa mudança.

“A relação foi catalisadora. Eu sabia que precisava mudar, mas ele potencializou tudo”.

Mudança em casa:
Em abril desse ano Heleny resolveu contar tudo para o marido – com quem já não se sentia casada há muito tempo. Primeiro ele se mostrou indiferente, apático. Depois, a acusou ferozmente de traição. Aí procurou terapia e descobriu que estava mesmo um caos sentimental e decidiu se ajudar.

“Hoje estamos namorando de novo, estamos nos dando nova chance. Ele diz que eu o salvei”.

A grande lição de Heleny, segundo ela mesma, é nunca achar que uma relação, seja real ou virtual, é só aquilo que se vê, fixo, como um jeito apenas de viver a vida.

-“Se prender a uma relação é o grande erro. Ninguém precisa de ninguém para ser feliz – a não ser você mesmo. Eu costumo dizer uma coisa que explica muito isso. Felicidade é quando se ama aquele que você está quando está sozinho”.

Mulheres podem amar e trabalhar usando o seu computador e  as redes sociais.

Amor nerd via computador

Foi Asif mesmo quem disse que a história dos dois daria um livro. Ele, que buscou no virtual o que não podia ter no mundo real, por conta de sua cultura, provavelmente não sabe quantas vidas ajudou a salvar. O primeiro volume conta o processo de cura de Heleny. No segundo, que deve ser lançado em outubro (Asif – Superação), ela conta como finalmente se libertou.

“Romance virtual pode funcionar. Pode lhe dar nova perspectiva sobre você. Pode ajudar a se curar. E, depois, a se abrir para o real novamente”.

Por Sabrina Passos (MBPress)

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